sábado, 5 de outubro de 2013

Café na Roça 17 de outbro no Rio da Prata, em Campo Grande

De 14 a 18 de outubro acontece a quarta edição da Semana de Alimentação Carioca (SAC) no Rio de Janeiro. A programação faz parte do calendário oficial da cidade desde 2010, e está alinhada com o Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Com o tema “Sistemas Alimentares Sustentáveis”, a proposta é estimular a compreensão sobre o atual modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos.

No dia 17 (quinta-feira) é dia de Café na Roça no Rio da Prata, em Campo Grande. A prosa será bem acompanhada por um tradicional café com alimentos produzidos na região.

O encontro coloca na mesa os entraves da agricultura no Maciço da Pedra Branca, onde os agricultores convivem, produzem e preservam o meio ambiente há várias gerações. Entretanto, correm o risco de serem retirados da área, pela Administração do Parque Estadual da Pedra Branca.

Três convidados vão puxar a conversa, expondo o cenário da região: Annelise Fernandes (professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ); Francisco Caldeira de Sousa (Associação dos Agricultores Orgânicos da Vargem Grande); e Marcos Albuquerque (Centro de Ação Comunitária - CEDAC). O mediador será Marcio Mattos (ASPTA). A ideia é discutir as questões propostas com os participantes em meio à realidade local, e alinhar soluções em conjunto com a cidade e o campo. O evento acontece das 9h às 14h. É aberto ao público, e terá saída ônibus saindo do Centro e de Madureira. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: consea-rio@pcrj.rj.gov.br

Local do evento: Sítio do Edinho
Endereço: Estrada da Batalha nº 202. Rio da Prata, em Campo Grande
– transporte do Centro (Centro Administrativo São Sebastião – CASS) e de Madureira:
-01 ônibus com saída do CASS às 7h30min | Rua Afonso Cavalcante, 455.
-01 ônibus com saída de Madureira às 7h30min | Tem Tudo de Madureira. (Referência: Próximo à Estação de trem).

Objetivo: Trazer discussão sobre conexões estratégicas entre SAN e agricultura urbana e periurbana.

Parceiros: Consea-Rio, AS-PTA, Slow Food, Rede Carioca de Agricultura Urbana, Fiocruz/PDCFMA, Rede Ecológica, Agrovargem e Instituto de Nutrição Annes Dias (INAD).
Inscrições pelo e-mail: Consea-rio@pcrj.rj.gov.br (Identificar nome, instituição, telefone e e-mail)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Sim, a cidade do Rio tem agricultura


 
Seminário discute produção, acesso, consumo e divulgação de alimentos no município do Rio de Janeiro
 
No dia 12 de agosto, agricultores e entidades que apoiam a produção local se reúnem no seminário Sistemas alimentares sustentáveis: desafios da inclusão produtiva para fomentar a segurança alimentar e nutricional do município do Rio de Janeiro. O evento vai acontecer no Centro Municipal de Arte Hélio Oticica, com organização do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-Rio), ligado à prefeitura do Rio. É aberto ao público, e trata-se de uma oportunidade para conhecer quem planta e o qu...e se produz na cidade; e também de colaborar com soluções para estreitar a distância entre produtores e consumidores locais.

O objetivo é discutir produção, acesso, consumo e divulgação de alimentos cultivados no município. Esse sistema deve ser mais sustentável, pois envolve saúde, economia, meio ambiente, manutenção da biodiversidade, políticas públicas, e a preservação de tradições regionais. O aipim da terra preta da Santa Cruz, o caqui da Pedra Branca, a banana de Vargem Grande, além de coco, chuchu e inhame são alguns sabores produzidos região, que apesar de ter mais de 9.200 trabalhadores em áreas rurais, não tem a agricultura reconhecida. O Plano Diretor do Rio de Janeiro (Lei Complementar nº111/2011), considera o município "inteiramente urbano".

Com isso, esse contingente de agricultores familiares, segundo dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enfrenta dificuldades para escoar a produção em feiras, mercados e programas de compra de alimentos, como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Por sua vez, o consumidor desconhece essa realidade, e não encontra com facilidade alimentos e produtos da agricultura familiar de sua região. Este desencontro é uma das pautas que irá permear as mesas-redondas do seminário ao reunir atores do sistema alimentar carioca. Entre os convidados, Miriam Langenbach, idealizadora da Rede Ecológica, um modelo de compras coletivas; Teresa Corção, chef de cozinha, presidente do Instituto Ecochefs Maniva e diretora de sustentabilidade do SindRio; e Gabriela Fernandez Sanches, doutora em economia agrária.

Além dos debates, está prevista a atividade "Diálogos Transversais", com a finalidade de promover a circulação de ideias e soluções entre os participantes. Esta será a matéria-prima para propor encaminhamentos a partir do seminário. A comida é o vínculo mais resistente de uma cultura, depois da língua. Conhecer o que se come é fundamental para promover um sistema alimentar sustentável para agricultores e consumidores. O seminário será um espaço de troca de saberes a fim de manter e cultivar uma agricultura urbana vigorosa na cidade maravilhosa. Serviço
Sistemas alimentares sustentáveis: desafios da inclusão produtiva para fomentar a segurança alimentar e nutricional do município do Rio de Janeiro.

Quando: 12 de agosto
Horário: 9h às 17h
Local: Centro Municipal de Arte Hélio Oticica - auditório do CMAHO
Endereço: Rua Luís de Camões, nº 68 - Centro – RJ
Informações e inscrições: 2976-1034 e consea-rio@pcrj.rj.gov.br


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Reinauguração da feira orgânica de Campo Grande

Dia 8 de dezembro é dia de festa em Campo Grande e o motivo é a reinauguração da feira orgânica do bairro com alimentos saudáveis produzidos na cidade do Rio de Janeiro.

domingo, 21 de outubro de 2012

“Seminário Participação da Agricultura Familiar no Fornecimento para Alimentação Escolar no Município do Rio de Janeiro”


Car@s,
A Câmara Temática Permanente 1 (Segurança Alimentar e Nutricional nas Estratégias de Desenvolvimento) do Consea Rio tem o prazer de convidar vocês para o “Seminário Participação da Agricultura Familiar no Fornecimento para Alimentação Escolar no Município do Rio de Janeiro”, atividade que vai ser desenvolvida dentro da programação da “Semana da Alimentação Carioca – SAC RIO 2012”.

Objetivos do Seminário:

- Dar um panorama da atual situação do fornecimento de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar no município do Rio de Janeiro, considerando tanto as escolas municipais quanto as estaduais.

- Discutir formas de ampliação da participação da agricultura familiar neste fornecimento para a alimentação escolar.

- Estimular a elaboração de um projeto piloto sobre a participação da Agricultura Familiar no PNAE no município.

Convidados:

- Instituto de Nutrição Annes Dias (INAD): O panorama do município do Rio de Janeiro na participação da Agricultura Familiar no PNAE.

- CAE Estadual: A experiência da chamada pública para a compra descentralizada pelas escolas estaduais do município e o papel do controle social,

- Cooperativa de Técnicos – CEDRO: Atuação como articulador de Agricultores Familiares com as prefeituras para o abastecimento da alimentação,

- Agricultor da Zona Oeste: A experiência de quem produz

Data: 23 de outubro 2012

Horario: 13:00 as 16:00

Local: Fazenda Modelo - Est do Mato Alto, 5620 - Guaratiba.

A SAC-Rio tem como missão contribuir para a Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada por meio da promoção de ações educativas e da responsabilidade compartilhada entre as entidades parceiras.

O programa da “Semana da Alimentação Carioca – SAC-RIO” tem como foco principal o tema estabelecido pela FAO para o Dia Mundial a Alimentação, este ano o tema é: “Cooperativas Agrícolas Alimentam o Mundo”, escolhido para lançar alguma luz sobre esta tendência e o que pode ser feito para mitigar o seu impacto sobre os mais vulneráveis.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Oficina de Compostagem em Santissimo

Olá amiga(o)s,

Durante a Rio+20 o GT Agricultura Urbana e Educação Alimentar do CONSEA-Rio realizou duas oficinas no aterro promovendo a Compostagem através da metodologia termofilica da Revolução dos Baldinhos , além de apresentar outros formatos de compostagem (nas escolas e caseira). Além destas, houve duas oficinas de compostagem realizadas em Santissimo e Morro da Formiga.

O objetivo das oficinas nas comunidades era poder conseguir o enga ja mento da s comunidade s no sentido de dar continuidade à compostagem`iniciada com a oficina, estimulando o surgimento de hortas. Em Santissimo o CRAS Cecilia Meireles que desenvolve o projeto Projovem e adolescente abraçou esta causa, e agora depois de tres meses de trabalho, o composto está pronto para ser utilizado em uma horta que vai se iniciar.

O papel do Consea-Rio é fundamental para dar continuidade as parcerias establecidas assim como para estimular a multiplicação de iniciativas similares. Por este motivo o GT de Agricultura Urbana e Educação Alimentar, vai realizar uma nova oficina de compostagem em Santissimo para poder apresentar a experiência que ali está em curso , conhecendo os depoimentos dos jovens envolvidos e começar a fazer um mapeam to de de comunidades interessadas em adotar esta prática. É o momento de todos os que estiveram envolvidos em 2010 e 2011 com o GT de Agricultura Urbana, além dos novos contatos feitos durante a Cupula dos Povos, se reunirem e retomarem a luta pela agricultura na cidade do Rio .

Data: 26 /9/2012 9:00 - 12:00

Seguido de lanche

Local: ONG Aldeia Brasil Rua Clemente Ferreira 13 Santissimo, acesso pela Avenida Santa Cruz

Em frente a estação ferroviária de Santissimo

Maiores informações: 96392928 / 34035963

Até lá!

Um abraço

GT de Agricultura Urbana e Educação Alimentar

 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Compostagem oportunidade para promocionar e fortalecer a agricultura urbana na cidade!!!


Uma das prioridades definidas para o trabalho do GT tem a ver com a Compostagem :
A partir da nossa primeira oficina sobre compostagem em 2011, em 2012 deu-se continuidade a este tema, durante a Cupula dos Povos . Em junho foram realizadas 4 oficinas de compostagem , graças a articulação e mobilização de parceiros : primeiramente a Revolução dos Baldinhos, trazidos pelo Slowfood , queabriram a possibilidade destas oficinas. A Rede Ecológica entrou em contato com a secretaria de Meio ambiente (Julio barros)e com a Secretaria de educação (Alvaro Madeira), que viabilizaram a realização das 4 oficinas. duas foram no Aterro no espaço próximo a Cupula dos Povos, uma foi no morro da formiga, organizada pelas Hortas Cariocas e o grupo IIcos e a quarta foi em santissimo, organizado pela secretaria de assistencia social da prefeitura e o grupo Pro-Jovem. As 2 oficinas comunitárias pretendem realizar sistematicamente esta compostagem.



Estas oficinas acabaram incorporando a transmissão de técnicas de compostagem para além da comunitária proposta pela revolução dos baldinhos. Assim foi apresentada a compostagem escolar pela Secretaria Municipal de Educação, e também a compostagem doméstica.



Acões previstas: estamos pensando em fortalecer e estimular novos grupos comunitários a implantarem a compostagem comunitária, de modo que este movimento ganhe força. O mesmo também deverá ser pensado em relação a compostagem escolar e a doméstica.

O trabalho de articulação inciado pelo nosso GT Agricultura Urbana e Alimentação Escolar tem continuado

Car@s amig@s,

Temos ficado algum tempo fora do ar, porém o trabalho de articulação inciado pelo nosso GT Agricultura Urbana e Alimentação Escolar tem continuado.
Hoje queremos contar para vocês que a partir do mes de março de 2012 o Consea Rio tem uma nova gestão, com novos conselheiros e organizações , alguns fazem parte de nosso GT . Também queremos socializar as ações do GT durante estes ultimos meses, e as ações que pretendemos desenvolver, contando com a participação de todos vocês.

1. Ações realizadas
Relembrando um pouco, no mes do outubro de 2011, depois de fazer uma reavalição de nosso trabalho para o segundo semestre do 2011 chegamos a conclusão de que nesse momento a prioridade erade somarmos esforços com as demais Redes existentes no município, especialmente a Rede de Agricultura Urbana.

Como resultado deste trabalho conjunto, a Rede de Agricultura Urbana foi eleita como conselheira, trazendo a participação dos agricultores da zona oeste para o Consea-Rio . Trouxe ainda como uma das prioridades da Câmara temática Permanente 1, na qual o GT está inserido, buscar mecanismos para pressionar pela emissão de DAPs(Declaração de Aptidão ao Pronaf ), uma espécie de “carteira de identidade” da agricultura familiar para o acesso a várias políticas públicas para os agricultores familiares do nosso município.
Gostariamos de compartilhar com vocês uma data muito especial para a Agricultura Urbana da cidade (27 de junho de 2012) , quando o agricultor do município, Pedro Mesquita, da Agrovargem, conseguiu finalmente obter a sua DAP , a primeira de agricultor do municipio! A conquista desta primeira DAP tem um grande significado para todos os que acreditamos que a agroecologia é viável e é a melhor soluçãopara uma cidade não só maravilhosa, mas também sustentável.

Uma única DAP, num universo de cerca de 790 agricultores familiares no município do Rio de Janeiro, segundo dados do Censo Agropecuário de 2006, pode parecer muito pouco, mas é simbolicamente muito importante, pois reflete o fortalecimento de um conjunto de organizações que participam da Rede de Agricultura Urbana do Rio de Janeiro.

2. Acões previstas
No dia 10 de julho de 2012 das 9:30 as 12:30 na Sala 4 do Subsolo CASS a, Camara Tematica Permanente 1, vai fazer a sua primeira reunião temática aberta sobre o acesso a DAP.

O objetivo principal desta reunião é definirmos junto com grupos, pessoas e organizações que tem acompanhado os agricultores nesta luta, encaminhamentos e formas de pressionar para que os produtores do municipio possam ser reconhecidos como agricultores familiares e possam acessar este direito, legitimando e fortalecendo a agricultura no municipio do Rio de Janeiro.
As ações definidas serão comunicadas no blog nas próximas semanas.

Rio de Janeiro...cidade maravilhosa, que tem agricultura familiar, sim senhor!

No dia 27 de junho de 2012, foi uma data muito especial para a Agricultura Urbana da cidade do Rio de Janeiro...cidade maravilhosa, que tem agricultura familiar, sim senhor!

Depois de anos de luta, envolvendo várias organizações e instituições, o primeiro agricultor do município, Pedro Mesquita, da Agrovargem, conseguiu finalmente obter a sua DAP-
Declaração de Aptidão ao Pronaf!... A DAP é atualmente uma espécie de “carteira de identidade” da agricultura familiar para o acesso a várias políticas públicas. A conquista desta primeira DAP tem um grande significado para todos os que acreditamos que a agroecologia é viável e é a melhor soluçã para uma cidade não só maravilhosa, mas também sustentável.

Esta história começou há alguns anos, quando o Projeto Profito/Fiocruz iniciou seu trabalho com plantas medicinais na zona oeste do Rio de Janeiro. Alguns agricultores já conheciam o assunto. Haviam participado de uma capacitação em 2005, quando, apesar do empenho da Prefeitura do Rio de Janeiro, os agricultores envolvidos não obtiveram a DAP. Em 2007, 2008, reativaram o interesse mas novamente o direito lhes foi negado e, não tiveram ambiente propício à esta luta já que não era escopo do projeto da Fiocruz. Apenas com o papel da ABIO e com a Rede de Agricultura Urbana assumindo esta frente de luta, a possibilidade do acesso a este direito começou a fazer sentido. Pelo menos dois diretores de escolas estudais também contribuíram indiretamente para que se reanimassem na luta. As chamadas públicas nas escolas estaduais da região "concretizaram" o sentido do documento, aproximando-o da realidade dos agricultores da zona oeste do Rio. Outros grupos, pessoas e organizações foram se juntando no caminho, procurando soluções para os diversos e sérios problemas enfrentados pelos agricultores do município do Rio de Janeiro, que hoje mais empoderados já conhecem seus direitos e lutam por eles.
Uma única DAP, num universo de cerca de 790 agricultores familiares no município do Rio de Janeiro, segundo dados do Censo Agropecuário de 2006, pode parecer muito pouco, mas é simbolicamente muito importante, pois reflete o fortalecimento de um conjunto de organizações que participam da Rede de Agricultura Urbana Carioca: AS-PTA , Verdejar ,Congregação Servas Maria Reparadora , Pastoral da Criança (Horta do Mendanha...) , Rede Ecológica, Rede de Economia Solidária da Zona Oeste, Fundação Xuxa Meneghel, Casa Paz e Bem, CRAS Cecília Meireles ( PROJOVEM ADOLESCENTE), PROFITO/FIOCRUZ, AGROPRATA, AGROVARGEM, ALCRI, ALIFLOR, CIEP Sérgio Carvalho, Centro Comunitário Padre Rafael, Amigos da Horta (Jardim Guaratiba), Comunidade Alto Camorim, PACS Batan, Rede Fito vida, ABENA, Capim Limão, Defensores do Planeta, PACS, Terra Pia, ONG Metamorfose, Associação dos Moradores e Lavradores do Mendanha, APPedra(Associação dos Pescadores), Movimento Fé e Amor, Pastoral da Saúde:Paróquia N.S.do Carmo, PROEXT/UFRRJ, CTUR/UFRRJ.

A Rede de Agricultura Urbana se reúne para debater, praticar e fortalecer a agricultura nos espaços urbanos, incentivando o cultivo e o consumo de alimentos saudáveis, valorizando os conhecimentos tradicionais relacionados à agricultura e à saúde, bem como o aproveitamento dos recursos locais. E envolve também os agricultores do município, enfraquecidos e invisibilizados pelo não reconhecimento da existência de uma área rural.
Alguns resultados têm sido conseguidos, como a participação de produtores no Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, nos Sistemas Participativos de Garantia (para sua certificação como orgânicos), a criação de novas feiras, a venda de produtos na Cúpula dos Povos e, o mais importante a autonomia e empoderamento dos agricultores. Recentemente, a Rede de Agricultura Urbana foi eleita como conselheira no Consea-Rio – Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional.

Por isto hoje queremos compartilhar com todos vocês o grande significado da conquista da primeira DAP por um agricultor vinculado a esta Rede. Ainda faltam muitas DAP’s e muitas outras lutas. De acordo com mapeamento feito pela Fiocruz há pelo menos 120 Agricultores Familiares na Zona Oeste enquadrados nos critérios da DAP. O plano diretor do município do Rio de Janeiro, atendendo a pressões do setor imobiliário, não reconhece a existência de uma area rural, os megaprojetos ameaçam os agricultores, assim como a presao inmobiliaria. Há ainda produtores cujas áreas ficaram dentro de limites de parques que, embora estejam há gerações produzindo em harmonia com a natureza, também sofrem várias pressões.
Vamos continuar nesta luta, que além de construir uma maior justiça social, ajuda a cuidar do meio ambiente do nosso município e da saúde de todas as famílias que nele habitam, nossas comunidades e nossa cidade.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Caminhando juntos e somando esforços

Depois de fazer uma reavalição de nosso trabalho para o segundo semestre deste ano chegamos a conclusão de que neste momento a prioridade é somarmos esforços com as demais Redes existentes no município, especialmente a Rede de Agricultura Urbana.
Em 24 de outubro começou o nosso caminhar juntos: participamos de uma reunião organizada pela Rede de Agricultura Urbana, Cedro, Articulação de Agroecologia da Região Metropolitana, Profito / Fiocruz; As prioridades desta reunião estavam bastante sintonizadas com as nossas prioridades.

No link está o relato com os principais momentos da reunião. Este foi o ponto de partida do trabalho que começa a ser articulado.

Como vocês sabem, durante o primero semestre o GT teve diferentes oficinas sobre o ciclo do alimento, começando pela compostagem até a preparação e consumo de alimentos. O tema das sementes ficou pendente, e acabou não sendo incluido. Por isto queremos convidar vocês para a Festa Estadual de Sementes nos próximos 29 e 30 de novembro em Nova Iguaçu. Organizada pela Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), Associação da Feira da Roça de Nova Iguaçu (AFERNI) e o Projeto Semeando Agroecologia da AS-PTA.

O programa é muito interessante: estão previstas uma mesa sobre a importância das sementes tradicionais e da biodiversidade para o fortalecimento da agricultura familiar ecológica, oficinas de remédios caseiros, manejo de sementes, culinária tradicional, Alimento vivo. Além da feira e de mostras solidárias da biodiversidade.
Para o encerramento está prevista uma reunião de trabalho para construção do projeto estadual de sementes.


Vamos ter a oportunidade de conhecer diretamente os guardiães de sementes e os seus saberes...vale a pena conferir!
 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Planejando nossas atividades para o 2º Semestre de 2011

No dia 2 de setembro o GT de Agricultura Urbana esteve reunido no Centro Administrativo São Sebastião, na Cidade Nova com o objetivo de fazer uma avalização do trabalho e definir as propostas para o 2 semestre de 2011.

A reunião foi com poucos, mas bastante produtiva.
Foram feitos alguns comentários em relação a Conferencia Municipal de segurança alimentar, tendo-se valorizado a importância do processo de pré-conferencias, que captou muito bem as questões e problemáticas das diferentes regiões e grupos.

Nossa preocupação maior foi em como configurar o segundo semestre de 2011, medindo a capacidade do GT e ao mesmo tempo nos preparar para 2012, quando acontecerão 2 fatos importantes: a Rio + 20 e as eleições municipais.
Para isso, avaliamos que no 2º Semestre de 2011 temos condições de realizar 2 encontros:
- Em outubro/2011 uma oficina sobre a experiência da Secretaria de Segurança Alimentar de Betim-MG, que tem um trabalho interessante de integração da agricultura urbana com a segurança alimentar .

- Em novembro/2011, realizar oficina complementar sobre Orçamento, buscando aprofundar as propostas a serem encaminhadas para a prefeitura.

- Retomar o contato com as pessoas que auxiliaram na mobilização das pré-conferencias, apresentando o filme “O Veneno esta na mesa”, buscando discutir as alternativas do ponto de vista da segurança alimentar.

- Realização de um programa na serie “Cidade Inteligente”, da Multirio, abordando as experiências levantadas pelo GT.

- Agendaremos através do Consea, uma reunião com a Emater do município, visando ter conhecimento da situação dos agricultores.

- Para o 2012 surgiu a proposta de organizarmos em abril ou maio de 2012, um Seminário sobre Agricultura Urbana, que dê visibilidade experiências e pesquisas sobre o assunto. E a proposta é este evento servir de preparação para uma atividade durante a Rio+20.

Estas propostas assim como os resultados das 5 oficinas realizadas durante o primeiro semestre, foram apresentadas  no Consea Rio o 13 de setembro pelas conselheiras Bibi Cintrão e Miriam Langenbach.


A partir das oficinas começam a surgir desdobramentos: como primeiro exemplo significativo, a compostagem da revolução dos baldinhos foi repassada por Ana Lucia Jordão, em Niterói, para a tribo indígena que está em Camboinhas.

Certamente muitos terão histórias para contar e pedimos que vocês o façam, se possível com imagens, que irão alimentar o nosso blog, ppt e a troca de experiências.

O relato completo da reunião do GT pode ser visto neste link, o relato da reunião no Consea tambem esta disponibilizado neste link.

sábado, 25 de junho de 2011

Os nossos próximos passos: III Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio de Janeiro

Com a 5a oficina do GT Agricultura Urbana e Educação Alimentar, sobre Políticas Públicas, encerramos um ciclo de oficinas que havia sido programado para o GT no 1º  semestre de 2011. Este ciclo tinha o objetivo de nos conhecermos melhor, de trocarmos experiências, fazermos um primeiro diagnóstico e tirar propostas para a III Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio de Janeiro.
 
Como as pré-conferências já começam no dia 27 de junho, a coordenação do GT elaborou um documento-síntese das principais questões que apareceram ao longo das 5 oficinas, tentando traduzi-las num diagnóstico da realidade e em indicações e propostas e questões.
Embora ainda incipiente e inconclusivo, este documento é rico em elementos para uma leitura da realidade da agricultura no município do Rio de Janeiro, bem como das questões relativas ao consumo consciente e educação alimentar. Poderá servir como subsídio para as pré-conferências e também como ponto de partida para a consolidação de propostas para o fortalecimento da Agricultura Urbana e Educação Alimentar no município, a serem aprofundadas pelo Grupo de Trabalho.

Boa leitura!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mobilização de recursos para a ação...Políticas Públicas para a Agricultura Urbana e Educação Alimentar

O encerrando do ciclo de oficinas programado para o 1º  semestre de 2011 pelo GT, foi realizado no dia 15/junho de 2011 com a  5a oficina sobre Políticas Públicas para a Agricultura Urbana e Educação Alimentar. Tendo como anfitriã a Associação Terrapia  quem e referência em alimentação viva.



O tema de Políticas Públicas foi abordado de uma forma muita clara pelo Leonardo Melo, da Fiocruz Mata Atlântica, que fez uma exposição sobre o que é uma política pública, como é elaborada e executada, como se pode mudar, convidando aos participantes a uma reflexão sobre a construção e monitoramento das políticas públicas.

Num segundo momento foi apresentado como o orçamento público é uma ferramenta importante para um maior controle social dos nossos governantes e como é possível a qualquer cidadão “aprender a ler” um orçamento público, que é padronizado nos níveis municipal, estadual e federal. Tambén fizemos um exercício de leitura da temática do GT no Orçamento Municipal do Rio de Janeiro de 2011.

O relatório Completo da Oficina pode ser visto neste link, o OrçamentoPúblico também esta disponibilizado.

O tempo foi pouco para “mergulharmos” mais na leitura do orçamento municipal e ficou um gostinho de “quero mais”. Leonardo se disponibilizou a retomar este exercício conosco em outro momento, mas para isso será importante amadurecermos um pouco mais o que queremos e quais são nossas propostas.

Embora tenhamos avançado bastante nas trocas de experiência e num diagnóstico da realidade da agricultura no nosso município e tenhamos muitas iniciativas e muita coisa boa acontecendo, estamos muito longe de ter uma política pública coesa e coerente para a Agricultura Urbana e Educação Alimentar. A grave situação dos agricultores e o desmonte de programas como o Rio Hortas e a Escola Carioca da Agricultura Familiar são exemplos do descaso da prefeitura com a agricultura no município.


A oficina terminou com o compartilhamento de uma refeição de alimentação viva, preparada pelo pessoal da Associação Terrapia. O cardápio incluiu uma farofa com coco germinado, guacamole e uma deliciosa salada orgânica, contando com a colaboração de doações dos participantes e das Hortas Cariocas. Ficou claro uma vez mais o quão rica pode ser a organização de uma alimentação corente com os princípios de uma alimentação saudável e de qualidade.

O próximo passo do Grupo de Trabalho é a participação nas Pré-Conferências e na Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional.

PS: Um outro relato da oficina, com mais fotos, pode ser visto no blog do Santa Horta, participante do GT, que gentilmente nos cedeu as fotos.



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Errata convite Pré-conferências de SAN- Representantes da sociedad civil de entidades sem CNPJ

Após a divulgação das pré-conferências neste blog, levantou-se a dúvida sobre como fazer com as organizações que não têm CNPJ. Havíamos colocado a orientação de apenas deixar em branco, mas depois disso o Consea (que é responsável pelo regimento interno das pré-Conferências) esclareceu as regras, que são as seguintes:

Caso a entidade representativa da sociedade civil não possua registro no CNPJ, poderá comprovar sua existência e finalidade mediante a apresentação de uma carta com o nome e cargo de qualquer entidade formal (com CNPJ) com a indicação do nome e cargo do representante legal, ambas em papel timbrado, que declare a existência e as atividades da entidade.

Esta carta adicional pode ser pedida a qualquer organização ou instituição que conheça ou acompanhe o trabalho da organização que é informal.

Lembramos que a primeira pré-Conferência, relativa à Área 1 (que abrange centro, zona sul, zona norte, entre outras) já será realizada na segunda depois do feriado.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Convite Pré-conferências de SAN - Segurança Alimentar e Nutricional

Gostaríamos de convidar todos os participantes das oficinas do GT Agricultura Urbana e Educação Alimentar para participar das Pré-conferências de SAN - Segurança Alimentar e Nutricional.
As Conferências são grandes encontros que reúnem representantes do governo e da sociedade civil que, juntos, avaliarão e discutirão as políticas e as ações para a erradicação da fome e da extrema pobreza e para o avanço da Segurança Alimentar e Nutricional.

Este ano teremos as Conferências Municipais, Estaduais e Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Os temas discutidos no GT, relativos a Agricultura Urbana e Educação Alimentar, são parte desta discussão, na medida que envolvem ações que produzem alimentos (em alguns casos fontes de renda) e estimulam práticas alimentares mais adequadas e sadias.


No Município do Rio de Janeiro realizaremos a 3ª COMSAN – Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, nos dias 27 e 28 de julho de 2011, com cerca de 250 participantes. Com o objetivo de ampliar a participação, preparar  e indicar os delegados para a 3ª COMSAN, serão realizadas 5 Pré-Conferências nas diferentes regiões da cidade, com cerca de 150 participantes cada.

Podem participar das Pré­Conferências Regionais, com direito a voz e voto:
a. representantes de todos os setores organizados da sociedade civil
b. representantes dos diversos setores do poder público
c. representantes de instituições privadas, com ou sem fins lucrativos

Também representantes de instituições públicas como escolas, CRAs, CREs, Projetos, Postos de Saúde, etc. Cada um de vocês também pode tentar convidar outras instituições / organizações para a participação nas Conferências.

Cada movimento, organização, instituição ou órgão do poder público com atuação nas regiões das pré-conferências poderá credenciar, com direito a voz e voto, 02 (dois) representantes, que no momento de inscrição deverão trazer uma carta de indicação da organização que representam e um documento de identidade. Cada representante poderá inscrever­-se somente em uma Pré­Conferência Regional.
­

As Pré­-Conferências Regionais têm caráter formativo e realizarão atividades de formação e apropriação de temas, de acordo com os seguintes eixos de debate:
·         Segurança Alimentar e Nutricional,
·         ­Abastecimento de Alimentos na Cidade do Rio de Janeiro
·         Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável e sua exigibilidade

Também podem participar das pré-conferências cidadãos/cidadãs interessados/as no objeto das Pré Conferências (que não representem nenhuma organização), mas apenas com direito a voz.
As pessoas interessadas precisam identificar a pré-conferência na qual seu bairro está inserido (ver lista abaixo) e providenciar a carta de apresentação junto à sua organização. Não é obrigatório ter CNPJ para inscrever-se (este item pode ser deixado em branco).

Neste link você encontra o convite para as Pré-conferências, para divulgação, com informações sobre bairros abrangidos, data e local de cada uma. No Regimento Interno da 3ªComsan tem informações mais detalhadas sobre todo o processo: objetivos, datas, temas, participantes, número e processo de eleiçao de delegados, etc.

A participação das pessoas do GT é importante, por isso contamos com vocês lá!
Seguem informações sobre os bairros, datas e locais das Pré­Conferências Regionais.

ÁREA 1:
Bairros de abrangência: Benfica, Caju, Catumbi, Centro, Cidade Nova, Estácio, Gamboa, Mangueira, Paquetá, Rio Comprido, Santa Teresa, Santo Cristo, São Cristóvão, Saúde, Vasco da Gama, Alto da Boa Vista, Usina, Muda, Andaraí, Botafogo, Catete, Copacabana, Cosme Velho, Flamengo, Gávea, Glória, Grajaú, Humaitá, Ipanema, Jardim Botânico, Lagoa, Laranjeiras, Leblon, Leme, Maracanã, Praça da Bandeira, Rocinha, São Conrado, Tijuca, Urca, Vidigal, Vila Isabel.
Data e Local: dia 27de junho de 2011, no Auditório da 1ª CAS, Praça Pio X 119, 9ºandar – Candelária – Centro, Rio de Janeiro/ RJ, das 8 as 14h.

ÁREA 2:


Bairros de abrangência: Abolição, Água Santa, Cachambi, Complexo do Alemão,
Del Castilho, Encantado, Engenho da Rainha, Engenho de Dentro, Engenho Novo,
Higienópolis, Inhaúma, Jacaré, Jacarezinho, Lins de Vasconcelos, Maria da
Graca, Méier, Piedade, Pilares, Riachuelo, Rocha, Sampaio, São Francisco
Xavier, Todos os Santos, Tomas Coelho, Bancários, Bonsucesso, Brás de Pina,
Cacuia, Cidade Universitária, Cocotá, Cordovil, Freguesia, Galeão, Jardim
América, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Manguinhos, Maré, Monero, Olaria,
Parada de Lucas, Penha, Penha Circular, Pitangueiras, Portuguesa, Praia Da
Bandeira, Ramos, Ribeira, Tauá, Vigário Geral, Zumbi, Bento Ribeiro,
Campinho, Cascadura, Cavalcanti, Colégio, Engenheiro Leal, Honório Gurgel,
Irajá, Madureira, Marechal Hermes, Osvaldo Cruz, Quintino Bocaiuva, Rocha
Miranda, Turiaçú, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vila Kosmos,
Vista Alegre, Coelho Neto, Tomáz Coelho.
Data e Local: dia 07 de julho de 2011, no Abrigo Cristo Redentor, na Av dos Democráticos, 1090 – Bonsucesso, Rio de Janeiro/ RJ, das 8 as 14h.

ÁREA 3:
Data e Local: dia 08 de julho de 2011, no auditório do SESI, na Av. Geremário
Dantas, nº 342 - Tanque, Rio de Janeiro/ RJ, das 8 as 14h.
Bairros de abrangência: Anil, Barra da Tijuca, Camorim, Cidade de Deus,
Curicica, Freguesia Jacarepaguá, Gardênia Azul, Grumari, Itanhangá, Joá,
Pechincha, Praça Seca, Recreio dos Bandeirantes, Tanque, Taquara, Vargem
Grande, Vargem Pequena, Vila Valqueire,

ÁREA 4:


Bairros de abrangência: Acari, Anchieta, Barros Filho, Coelho Neto, Costa
Barros, Guadalupe, Parque Anchieta, Parque Columbia, Pavuna, Ricardo de
Albuquerque, Bangu, Campo dos Afonsos, Deodoro, Gericino, Jardim Sulacap,
Magalhães Bastos, Padre Miguel, Realengo, Senador Camará, Vila Militar.
Data e Local: dia 06 de julho de 2011, no SEST/SENAT, na Estrada do Camboatá, nº
135, Deodoro, Rio de Janeiro/ RJ, das 8 as 14h.

ÁREA 5:
Bairros de abrangência: Campo Grande, Cosmos, Inhoaiba, Santíssimo, Senador
Vasconcelos, Barra de Guaratiba, Guaratiba, Paciência, Pedra de Guaratiba,
Santa Cruz, Sepetiba.
Data e Local: dia 29 de junho de 2011, na Faculdade Machado de Assis (FAMA), na
Praça Marquês do Herval, 04, Santa Cruz, Rio de Janeiro/ RJ, das 8 as 14h.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Agricultura urbana: Contribuições e Desafios

A 4ª Oficina do GT Agricultura Urbana e Educação Alimentar, foi realizada no dia 17 de maio de 2001 na Escola Carioca de Agricultura Familiar, em Guaratiba, que nos acolheu em seu espaço e nos deu todo apoio de infra-estrutura.

Participaram 40  pessoas e foram apresentadas quatro experiências que consideramos entre as mais significativas do Município.

Tres iniciativas da Prefeitura:

1- Projeto Rio Hortas – Fundação Parques e Jardins, Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
2- Projeto Hortas Cariocas - Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
3- Escola Carioca de Agricultura Familiar - Secretaria Municipal de Assistência Social 

E uma experiência da sociedade civil:
4- Ong AS-PTA e Rede de Agricultura Urbana do municipio do Rio de Janeiro 

Cláudia Magnanini nos apresentou o Programa Rio Hortas, criado no contexto da Eco-92, vinculado à Fundação Parques e Jardins, da Secretaria de Meio Ambiente, voltado para transformar espaços ociosos da cidade em locais produtivos.

Criaram a horta-escola, que formou muitos hortelões, em terreno da prefeitura, com o apoio do shopping Via Parque.



O programa Rio Hortas tem várias iniciativas importantes, como o “crédito orgânico” (moeda de troca para estimular a reciclagem de lixo orgânico pela comunidade), o apoio às hortas escolares (em especial na 6ª CRE- Coordenadoria Regional de Educação), o apoio a hortas comunitárias, o projeto “Espiral de Arborização”, que se inicia na escola e vai em espiral arborizando o entorno.

Em 2011 encontra-se praticamente paralisado, em função do terreno onde ficava a horta  e era a  sede de suas propostas formativas (próximo ao Via Parque, na Barra), ter sido colocado a venda pela prefeitura. O Rio Hortas não tem outro local/sede ainda, o que inviabiliza a continuidade de seus trabalhos de formação de hortelões, para prejuízo da agricultura urbana no Rio de Janeiro.

Estes são os  links com as apresentaões completas do Rio Hortas e do Projeto Espiral de Arborização

Julio Barros apresentou o programa Hortas Cariocas, criado em 2006 está vinculado à Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura.


 
O programa apóia hortas comunitárias e escolares,  atualmente envolve 102 hortelões, em 25 hortas, sendo 9 em escolas públicas e as demais em comunidades carentes.
Priorizam áreas da cidade subutilizadas ou com um uso inadequado (entulho, matagal), atendendo pedidos das comunidades.

As hortas incluídas no programa recebem os equipamentos e remuneração (prolabore), geralmente há um encarregado e outros que estão subordinados ao mesmo.

A metade da produção das hortas comunitárias vai para equipamentos públicos da prefeitura ou para moradores em situação de insegurança alimentar e a outra metade fica para que os hortelões comercializarem localmente. Estão estudando a criação de algumas feiras para poder escoar os produtos para uma parcela maior da população, deselitizando o consumo da produção orgânica.

Nas escolas a produção da horta é utilizada na alimentação escolar ou como doação para famílias dos alunos. Atualmente busca-se implantar sistemas agroflorestais nas áreas.

Estimulam que a horta se auto-sustente e fique independente da prefeitura. Já trabalham com entrega de lixo pela população, para compostagem e estão planejando implantar o “orgânico” como moeda, a partir da idéia do Rio Hortas.

Link com apresentação completa do Projeto Hortas Cariocas, feita por Júlio Barros.

Eremita Santos nos apresentou a ECAF - Escola Carioca de Agricultura Familiar, vinculada à SMAS - Secretaria Municipal de Assistência Social.

A ECAF foi criada em 2005, ocupando uma área que até alguns anos atrás era conhecida como “Fazenda Modelo”, destinada ao abrigo de população de rua.  Entre 2005 e 2009, a ECAF desenvolveu o projeto Hortas Comunitárias, focalizando na formação de hortelãos.

Passou a ser um centro de capacitação e difusão da agricultura familiar/urbana para a população, com o objetivo de estimular os cultivos na cidade e com foco na inclusão produtiva dos alunos, a preocupação era oferecer aulas práticas, acompanhadas em casa, com a construção pelo alunos de um projeto produtivo, iniciando com o espaço doméstico.

Além dos cursos, a ECAF já organizou atividades voltadas para escolas públicas: colônia de férias, “concurso de sanduíches saudáveis” (voltado para adolescentes, antecedido de palestrra sobre o tema). Em 2010 participou da Semana de Alimentação Carioca, organizou  oficinas de doces e compotas, voltadas para a geração de renda.

A Escola formou algumas centenas de alunos, mas infelizmente a proposta, que durou 3 anos, descontinuou, não se tendo atualmente nenhum projeto patrocinado. Atualmente as turmas estão pequenas e a parte prática da formação é reduzida


Daniele Sanfins apresentou a experiência da ONG AS-PTA  e da Rede de Agricultura Urbana.
Desde 1999, a Aspta desenvolve um trabalho importante com agricultura urbana na zona oeste do município do Rio de Janeiro, voltado ao incentivo do plantio nos quintais mobilizando a própria comunidade para mantê-las.

Ressaltam  importância do trabalho das mulheres (que cuidam da casa, do alimento, da família) e dos quintais urbanos como algo que repercute na saúde da família. Estimulam o uso de plantas medicinais, o resgate da auto-estima e das raízes culturais. Seu foco é a agroecologia e buscam apontar que horta não é só alface, couve, beterraba, cenoura, mas pode incluir uma grande diversidade de plantas e árvores. Não é só um trabalho de segurança alimentar, mas também cultural.

Seu trabalho se volta para a fomentação do que já existe, dentro de um enfoque participativo, através de encontros, oficinas e cursos, com destaque para visitas de intercambio e trocas de experiências.

A AS-PTA teve importante papel na constituição da Rede de Agricultura Urbana do município do Rio de Janeiro, que se junta a outras redes, como a Articulação de Agroecologia do Estado do Rio de Janeiro, vinculada à Articulação Nacional de Agroecologia (http://www.agroecologia.org.br/) 

Um importante desta oficina foi a alimentação. Teresa Corção, chef do restaurante Navegador, e a frente do Instituto Maniva (http://www.institutomaniva.org/en) , esteve a frente da alimentação. Ela e mais 4 senhoras da ECAF, com a contribuição de produtos do Hortas Cariocas, da ECAF, da Farmanguinhos/Fiocruz, da Terrapia e de todos os participantes. Experimentamos uma salada de maionese de aipim, uma espécie de “cuscuz marroquino” feito farinha d’água de mandioca do Pará, trazida por Teresa Corção. Foi tudo uma delícia, e reforçou a visão da importância da culinária na valorização da produção.


 
Uma pena muito grande foi não termos conseguido fazer a visita à ECAF, que a chuva impediu que fosse feita assim como o pouco tempo para as trocas de debates.

Foi muito importante conhecer todas estas iniciativas, da integração destes vários grupos, certamente várias conseqüências importantes poderão surgir e a Conferencia Municipal de Segurança Alimentar que em breve se inicia, poderá ser uma referência onde várias questões poderão desembocar. Daí que a próxima e ultima oficina terá muito importância, no sentido de integrar as várias questões levantadas, pensando em políticas publicas que fortaleçam a agricultura urbana no nosso município.

Clique aqui  para ver o relatório completo.